O Dia do Esperanto

Em 26 de Julho de 1887, apareceu em Varsóvia a brochura de 40 páginas: “Dr. Esperanto. Língua internacional. Introdução e Manual didático completo. (para russos)” pela editora Kelter. Até o final daquele ano apareceriam as versões em polonês, francês e alemão dessa pequena obra que deu início ao Esperanto e seu movimento, que mais tarde viria a ser conhecido como “La Unua Libro” (O Primeiro Livro). Em fevereiro de 1888 apareceu a versão em inglês.

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Esse pequeno livro trazia duas informações preciosas que marcaram a vida do Esperanto:

“Lingvo Internacia, kiel ĉiu nacia, estas propraĵo de ĉiuj” (Língua internacional, como qualquer [língua] nacional, é propriedade de todos.)

“La aŭtoro forlasas por ĉiam ĉiujn personajn rajton al ĝi.” (O autor abandona para sempre todos os seus direitos pessoais a ele [o Esperanto])

Essa base filosófica do Esperanto garantiu que o Esperanto não fosse um simples projeto, mas que se tornasse uma língua viva de uma comunidade internacional que se formou em torno dele e de seus princípios como língua neutra e auxiliar para todos os povos.

Essa mesma comunidade, que chamamos de Movado (Movimento) o defenderia em sua longa história centenária de muitos percalços e luta pela democracia linguística mundial. Zamenhof é considerado hoje um grande gênio linguístico, além de ter sido um reconhecido defensor dos direitos humanos dentro da cultura da paz mundial. Por isso, o dia de lançamento do La Unua Libro (26 de Julho) é o dia mundial da língua internacional Esperanto. Uma língua que fez o seu povo, espalhado pelo mundo inteiro e que seguem os princípios do Manifesto de Praga.